Calendula officinalis – Fitoterapia e Homeopatia


Calendula officinalis

Na conduta clínica do dia-a-dia, a Calêndula figura como importante ferramenta terapêutica devido às suas várias propriedades medicinais, havendo uma resposta clínica nos pacientes muito satisfatória.

E suas propriedades medicinais, pelo homeopatia ou pela fitoterapia, são as mesmas para as pessoas e para os animais.

A Calendula officinalis pertence à Família Compositae, é uma planta herbácea, natural do Mediterrâneo e da América do Norte. Com origem no latim, seu nome deriva da palavra Kalendulae, que significa primeiro dia de cada mês do calendário, representando o fato dela estar florida praticamente o ano todo.

Muito utilizada também na fitoterapia como antídoto para picadas de insetos, como abelhas e vespas.

Muitas são suas indicações clínicas. Possui fabulosa ação antisséptica e cicatrizante. O extrato de calêndula diluído pode ser usado para limpeza de feridas cutâneas, queimaduras, feridas cirúrgicas, em casos de deiscências de pontos, onde a total cicatrização pode ocorrer de 21 a 28 dias. Suas propriedades antibióticas são atribuídas à presença de flavonóides na sua composição, mostrando eficácia para Staphylococcus aureus e S. fecalis, Klebsiela pneumoniae, Escherichia coli, Sarcina lutea, Candida albicans  e Trichomonas vaginalis. A ação tricomonicida é relacionado à presença de terpenos oxigenados.

Na odontologia a Calêndula é muito utilizada. Pesquisas comprovam que o enxague de Calendula officinalis tem real ação no controle da placa bacteriana com ação sobre microrganismos periodontopatogênicos. Também contribui com sua ação cicatrizante a anti-inflamatória, contribuindo com analgesia.

Os saponosídeos das flores de Calêndula demonstraram capacidade de reduzir o colesterol sanguíneo, triglicerídeos e lipídeos totais. Ainda há autores que relatam que o extrato orgânico das flores apresenta uma interessante atividade anti-HIV. Atividades antitumoral e antiviral também foram comprovadas.

Na Homeopatia ainda usamos a Calendula officinalis muito mais pelas suas indicações orgânicas do que pelos sintomas mentais. Contudo, vale lembrar que ela divide sintomas e indicações com outros medicamentos e é necessário saber diferenciar. Por exemplo, C. officinalis é muito indicada em traumatismos de tecidos moles sem dilaceração como Arnica montana, e cansaço doloroso nos músculos e articulações que pioram com o movimento, porém em C. officinalis soma-se a grande sensibilidade ao frio e barulho, com dores desproporcionais. Também como Hypericum perforatum trata traumatismo de nervos, com hipersensibilidade dolorosa. Porém C. officinalis não apresenta o entorpecimento na extremidade do sítio do nervo lesado e agrava pelo toque. Compartilha com Rhus tox o sintoma de traumatismo em músculos isolados, mas Rhus tox melhora pelo movimento, enquanto C. officinalis piora pelo movimento.

Na esfera mental, na veterinária podemos observar no paciente: Ansiedade.

Aflição.

Muito irritado.

Inquietude noturna física e mental, não encontrando posição para descansar, andando continuamente de um lado para o outro e sentindo muita sede.

Facilidade para assustar-se, com tendência ao sobressalto.

Sensível ao barulho.

Taciturno.

Na sua patogenesia, encontramos sintomas físicos característicos que ajudam o homeopata na sua prescrição.

Assim, a Calendula officinalis configura uma grande companheira no auxílio do alívio do sofrimento dos nossos irmãos animais e humanos.

Companheiros Animais

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